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Novas regras obrigam motoristas a descansar em longas viagens

Desde terça feira, dia 11 de setembro as novas regras do descanso obrigatório começaram a ser fiscalizadas. Durante os percursos os caminhoneiros deverão utilizar medidores de fadiga para saber se já é hora de parar para descansar.

Na semana passada em uma reportagem do Jornal Nacional, os repórteres entrevistaram motoristas de caminhão para analisar o nível de cansaço de acordo com o percurso que fariam. Um dos entrevistados informou que foi de São Paulo a Porto Alegre sem descansar. Por se tratar de uma viagem bastante longa o entrevistado concluiu que realmente foi imprudente em não parar para descansar, porém precisa cumprir horários para entrega do produto aos clientes.

Essa é uma prática comum aos caminhoneiros que cumprem prazos e horários além de receberem em grande maioria por frete, ou seja, quanto mais serviços mais ele recebe. Porém o ritmo de trabalho sem descanso ocasiona grandes riscos de acidentes, pois automaticamente o condutor ficará menos atento e corre o risco até mesmo de dormir ao volante. Os dados foram enviados para análise no laboratório do Instituto do Sono da Universidade Federal de São Paulo.

Na reportagem há a participação de Marco Túlio de Mello um pesquisador especialista do Centro de Estudo em Sonolência e Acidentes da Unifesp, que há muito tempo estuda a influência da falta de descanso em acidentes de trânsito. Ele comenta o caso do caminhoneiro que viajou o percurso São Paulo – Porto Alegre e considera a jornada bastante pesada e um tempo total de trabalho altíssimo, ele garante que isso faz com que a pessoa tenha uma redução muito grande do processo decisório, ou seja, frear, acelerar, possibilidade de ultrapassagem dentre outras decisões a se tomar enquanto condutor de um veículo. Automaticamente isso leva um nível de fadiga e uma sonolência muito grande.

A viagem de volta que foi segundo as novas regras durou 12 horas a mais que a viagem de ida para Curitiba, porém a zona de risco que a viagem curta e sem descanso apresentou foi altíssima e a de volta não apresentou nenhum risco. Assim fica claro o benefício da nova lei. O motorista que dirige bem descansado dirige melhor e evita acidentes.

O especialista observa ainda que não basta colocar em prática uma lei que os obriga a descansar, é preciso também ter um lugar para descanso. Para em meio a estrada ou em um posto de gasolina onde o motorista corre grande risco de ser assaltado não é a melhor opção, como o motorista não consegue dormir em locais assim ele apenas superficializa o sono e não descansa como deveria.

É necessário que haja áreas de apoio com a infraestrutura necessária para o caminhoneiro descansar  e estas são muito raras nas estradas brasileiras. Apesar de a lei impor paradas aos motoristas profissionais, o Governo Federal vetou o artigo que obrigava as concessionárias de rodovias a construírem as áreas de descanso.

A justificativa do Ministério dos Transportes é que isso poderia aumentar o preço do pedágio. Porém o secretário de Política Nacional de Transportes, Marcelo Perrupato informa que ainda serão discutidas essas questões : “Nós vamos colocar em debate em audiência pública essa possibilidade dos novos concessionários incluírem nas suas obrigações essas instalações de pontos de parada. Nas atuais fica muito difícil porque isso significa rompimento de contrato e rompimento de contrato abre uma brecha para várias outras coisas que viriam por trás disso. Então a gente prefere evitar”,

O que acharam dessa notícia? Dê a sua opinião sobre essas novas regras e compartilhe com seus amigos!

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