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Apesar das dificuldades muitos caminhoneiros estão retomando os estudos

Você já pensou em voltar a estudar? Transformar a cabina em um local para estudos está cada vez mais comum entre os caminhoneiros. Os motoristas conseguem, mesmo viajando sempre, arrumar um jeito de estudar e se qualificar. O EAD (Educação a distância) é uma ótima opção para quem não permanece por muito tempo na mesma cidade e, consequentemente, não pode frequentar as salas de aula. Assim os caminhoneiros que optarem por voltar a estudar com dedicação e ainda tirar o sustento da vida de estradeiro, precisarão apenas de ter muita força de vontade.

Existem muitas palestras que incentivam o retorno aos estudos e acabam convencendo os motoristas a voltarem a estudar, como no caso de Roberto Pinho natural de Itaperuna, no Rio de Janeiro, e atuando como motorista desde 1991 foram às palestras sobre segurança na empresa que despertaram o interesse do caminhoneiro pelo assunto, tema de debates recorrentes na profissão. Vislumbrando uma possibilidade de crescer na empresa em que trabalhava, ou mesmo em outras do setor, Pinho aventurou-se no curso. “Nas empresas ouvimos falar muito sobre segurança, há muitas palestras e cursos sobre o assunto, e vemos que estamos cercados por colegas sem qualificação. Percebi a necessidade das empresas e me motivei para passar de simples motorista para algo mais”, conta.

As dificuldades não foram empedimentos para que Roberto seguisse em frente “Chegava a estudar nos postos de gasolina, mas o grande problema para nós motoristas é a frequência. A oportunidade de fazer à distancia facilita muito, mas muitas vezes os dias de provas e aulas presenciais não coincidem com os dias em que você está na cidade”, explica Roberto Pinho.

Roberto Pinho não é um caso isolado, vários outros motoristas estão retomando os estudos. Como o motorista Fábio Júnior Bueno, de 29 anos, que está se preparando para prestar vestibular. Ele ainda não havia terminado os estudos e acabou de completar o ensino médio. A intenção é conseguir alguma bolsa do governo ou um apoio na empresa onde trabalha. Ele ainda não se decidiu sobre o curso mas tem o objetivo de dar o exemplo para sua filha e para outros motoristas. “Perdi muito tempo na vida quando era novo, larguei os estudos para trabalhar e ser independente, achei que o dinheiro era mais importante naquele momento. Hoje vejo o quanto eu perdi, espero evoluir para ter meu próprio negócio no futuro” comenta o esperançoso motorista.

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